❤Semana especial da mulher❤

Ontem iniciamos na "O prazer é todo meu" uma semana especial para as nossas seguidoras!
O primeiro presente foi: Ana Delmas escreve especialmente pra você!
Já pensou em ter seu sonho erótico, fantasia ou então eternizar um momento já vivido em um conto feito especialmente pra você?
Vem saber mais aqui:
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Vejo vocês lá!

Meu doce desejo

    4 de fevereiro de 1940. Era domingo de carnaval… marchinhas, adereços, fantasias, confetes e serpentinas montavam o cenário típico da festa mais esperada do ano. Ao andar pelo amplo espaço do baile de carnaval, me deslumbrava com as luzes e enfeites que coloriam o ambiente. Minhas amigas andavam pelo salão com suas máscaras venezianas, vestidos de paetê e saltos altos, todas à procura de um pierrô, mágico ou qualquer outro que trajasse uma fantasia masculina bonita. Já eu, me diferencio das demais vestindo uma simples fantasia de bailarina confeccionada pelas habilidosas mãos da minha mãe, eu adorei! Ficou perfeita pra mim. E predominando a minha diferença individual, meus olhos estavam à procura de uma doce colombina. Mas não era uma colombina qualquer, ela tem um brilho próprio no olhar, seu sorriso é tão lindo que certamente vai sobressair a beleza de qualquer uma aqui. Minha colombina se chamava Victória.

    Os ponteiros do meu relógio de pulso insistiam em não se mover. Apesar daquele baile estar lindo, coberto de alegria e numerosos foliões, nada me faria mais feliz do que estar com ela. Resolvo provar alguns drinks, converso com minhas amigas e finalmente eu a vejo entrar. Roubando a cena e atraindo todos os olhares para si, Victória entrava no baile vestindo um corpete apertado em um laço de fita preta, saia de tule branca e meia três quartos. Seus seios volumosos se punham à mostra, mas acabaram sendo ofuscados pela beleza da sua maquiagem característica da fantasia, perfeitamente finalizada com um forte batom vermelho. Foi de tirar o fôlego! Não só o meu, mas de umas boas dezenas de foliões. Ando em sua direção e assim que nossos olhares se encontram, aquele lindo batom vermelho contorna um enorme sorriso, aquele que eu me lembrava. Nos abraçamos como se fôssemos velhas amigas, mas meus pensamentos e intenções se estendiam muito além da nossa amizade.

– Você está lindíssima! Roubou todos os olhares do baile pra si!

Ela sorri como resposta e me diz:

– Olhares esses nada correspondidos. Estava eu a procura de uma linda bailarina, e agora que encontrei, acho bom todos os outros olhares procurarem novos alvos.

Como eu queria beijá-la! Ali mesmo, na frente de todos! Pena que isso seria um terrível escândalo. Ela me puxa pela mão e imediatamente nos atiramos na pista de dança. Deixamos a energia do carnaval nos tomar enquanto trocamos sorrisos, toques discretos e milésimas intenções. O gosto do seu batom cor de carmim ainda estava em minha memória desde o nosso último beijo. Eu quero provar daquela sensação de novo! E quem sabe, descobrir como desamarrar aquele laço fita apertado.

    Nos cansamos de dançar e sentamos em uma das mesas. Respiro fundo e quando penso em arrastar ela para um outro lugar, vejo o Danilo se aproximar de nós.

– Boa noite meninas! Victória, aceita dançar comigo?

Que vontade de voar no pescoço dele! Vive rodeando ela com suas flores baratas e galanteios clichês. Ela gentilmente recusa, colocando a culpa no cansaço. Mesmo a contragosto, ele se retira. Ela segura minha mão e diz:

– Vamos para outro lugar, esse ambiente está me sufocando!

Eu me espanto com seu pedido, afinal de contas ela não é do tipo que sai cedo das festas, mas aceito o convite de bom grado.

    Caminhamos para longe dali subindo uma ladeira um tanto quanto íngreme, não fazia ideia de onde estava e muito menos para onde estava indo. Mas Victória insistiu e quando eu vi, a tal ladeira terminava em uma linda vista do alto da cidade. Não fazia ideia como era bonito observar o carnaval de cima, todos os enfeites e fantasias se transformavam em um gigante tapete multicor.

– Que lugar lindo! Obrigada por esse presente! Estou deslumbrada!

Olho pra ela, seguro o seu queixo e continuo:

– Mas por mais que você tenha se esforçado, a beleza dessa vista não faz nem cosquinha nos seus pés. Sem dúvida nenhuma, você é a colombina mais linda que eu já vi!

Ela chega mais perto, segura meu rosto e cola seus lábios nos meus. Debaixo da luz do luar de uma noite de carnaval, um maravilhoso beijo se deu entre uma bailarina e uma colombina. Muitos diriam que é proibido, errado ou até mesmo pecado, mas pra nós é a única opção possível. A temperatura foi subindo conforme os beijos iam se estendendo para outras partes do corpo. Meu instinto gritava dentro de mim, mas eu ainda tentava controlar as minhas mãos. Ela interrompe o nosso beijo por um instante e diz:

– Vem comigo!

    Nos afastamos dali e logo me deparo com uma linda casa toda pintada em rosa chá. Victória abre o portão e me pede para fazer silêncio. Passamos pela sala e subimos as escadas, estava confusa e ao mesmo tempo apavorada com toda essa loucura. Ela abre a porta de um dos quartos, entramos e ela passa a tranca.

– Aonde estamos?

Ela responde:

– No meu quarto! Meus pais não estão em casa, mas a minha tia está lá embaixo no quarto de hóspedes.

Não quis pedir mais explicações. Puxei ela pra perto para continuarmos do ponto onde paramos. Eu não fazia a mínima ideia de onde aqueles beijos iriam nos levar, só sei que eu queria mais! Ela me põe sentada na sua cama e se vira de costas puxando a ponta do laço preto de cetim que segurava o trançado do seu espartilho. Ajudo a tirá-lo e quando ela se vira de frente eu me deparo com seus seios lindos! Nunca tinha visto nenhuma mulher nua, não tinha irmãs e minha mãe nunca se trocou na minha frente. Ela se senta perto de mim e em seguida um beijo se inicia. Minhas mãos tomam o curso que meu instinto conduz e logo meus lábios descem. Comecei a beijar e lamber seus seios, aquilo era delicioso! Ela segura meu pescoço e começa a gemer baixinho. Nossa, como aquilo me excitou! Subo de novo e iniciamos mais um beijo. Ela desliza sua boca pelo meu pescoço e fala baixinho:

– Também quero beijar teu corpo, minha linda bailarina…

    Ela me põe deitada e desce a alça do meu collant cor de rosa. Meus seios ficam à mostra e imediatamente ela os empurra na boca, me fazendo entender o porque ela estava gemendo quando eu fiz isso. A sensação é extremamente prazerosa! Sem falar que observá-la fazendo aquilo era muito excitante! Sentia minha vulva encharcada como nunca havia ficado! Ela me deita na cama, tira a minha saia e puxa meu collant me deixando apenas com as meias de balé. Ela puxa a sua saia e a deixa cair no chão. Vejo aquela mulher linda apenas com uma calcinha de renda preta, tinha uma certa transparência, deixava seu corpo uma verdadeira pintura! Ela pesa o seu corpo sobre o meu satisfazendo a urgência que tínhamos uma da outra em mais um beijo. Nossos corpos se movimentavam naturalmente fazendo com que as vulvas acabassem se esfregando um pouco e isso era delicioso! Ela segura minha mão e a coloca dentro de sua calcinha, ela estava super molhada, assim como eu! Como eu já havia me tocado algumas vezes por extinto, fiz o mesmo com ela. Seu corpo se contorcia e sua respiração ficava cada vez mais ofegante. Ela começa a fazer o mesmo comigo, entrando num ritmo viciante de troca de prazer. Ela sabia como fazer aquilo melhor do que eu, me causava sensações que eu nunca havia sentido e eu estava ficando louca!

    Chega um certo momento em que ela puxa a minha calcinha me deixando completamente nua! Não sei porque eu não me sinto envergonhada, de fato as roupas estavam nos atrapalhando um pouco. Ela também fica nua e agora eu resolvo avançar em cima dela. Queria beijar cada pedaço do seu corpo, e assim eu fiz. Sem pressa, mas com a necessidade de saber como ela mais gosta, queria ouvir aquele gemido de novo. Minha língua foi percorrendo seu corpo, até finalmente chegar em sua vulva. Era como saborear uma fruta, ela era macia, carnuda, cheirosa e seu néctar doce fez com que eu me embebedasse dela. Sentia ela contorcer seu corpo nas minhas mãos e gemia reagindo às sensações que eu lhe proporcionava. Logo depois ela me puxa pra cima, leva sua mão na minha vulva e começa a esfregar com bastante rapidez. Uma onda de prazer me toma levando meu corpo ao êxtase, me fazendo derreter nas suas mãos. Bocas, mãos, línguas, dedos, seios, pele e suor… tudo era ponto de prazer! Ela era viciante, alucinante e deliciosa!

    Depois de intensas avalanches de prazer, pousamos nossos corpos um em cima do outro, deixando que o carinho e os olhares falassem por si só. Estava sem acreditar em tudo o que acabara de acontecer, mas eu queria mesmo era continuar vivendo aquele sonho… Uma linda e livre história que se iniciava em uma noite colorida de carnaval, na qual eu me permiti provar do meu doce desejo…

Os segredos de Nicole – Capítulo 4

Mãos apressadas em meu corpo, gemidos altos de excitação, dois corpos lindos e desnudos na minha frente e o céu sendo o limite do prazer… aquela sem dúvida nenhuma era a melhor sensação de todas! Beijava os lábios doces dela enquanto sentia o arrepio causado pela barba dele em meu pescoço. O cheiro amadeirado do perfume dele mesclado com o perfume floral dela, era a verdadeira definição de melhor de dois mundos. Eles despem meu corpo com rapidez e conforme vão revelando minha lingerie, vejo a excitação printada nos olhos dos dois. E em contra partida, estou fascinada em como ela era bonita, curvas perfeitas! O abdômen dele era trincado! Qualquer uma adoraria “lavar suas roupas” naquele tanquinho!
Eles me deitam na cama e parecem que já tinham uma espécie de combinado, pois os dois sabiam exatamente o que o outro iria fazer. Eu estava perfeitamente confortável na posição de “prato principal” ali, servida sobre a cama para eles. Deixei que o tesão deles guiasse o curso daquela noite. Ele desce para a base da cama se colocando de frente pra mim. Puxa minha calcinha pelas minhas pernas e começa a se lambuzar em minha vulva. Quando sinto sua língua passar pelo meu clitóris sinto uma espécie de “clique” em meu cérebro, como se o “botão do prazer” tivesse acabado de ser ligado. Ela se deita ao meu lado tirando meu sutiã com cuidado. Ela parecia ser bem mais delicada que ele. Ela me encara com aqueles olhos castanhos lindos delineados em preto, enquanto eu reajo aos estímulos do marido dela e isso parece excitá-la de um jeito bem intenso. Toco meus dedos em seus lábios e em seguida sua língua começa a me explorar… ela beija minha boca, seguida do meu pescoço e sinto leves mordidinhas nele. Me arrepio… em seguida ela empurra um dos meus seios em sua boca me dando um tesão imenso! O prazer da sensação da sua língua pincelando o bico do meu seio, enquanto o marido dela estimulava o meu clitóris, me fez colapsar em prazer! Meu corpo por instinto corre um pouco da agonia da intensidade, mas os braços deles não me deixam escapar, fazendo assim com que eu me derretesse no primeiro orgasmo daquela noite. Meus gemidos altos tomam conta da sala sendo apenas interrompidos pelas ordens:

— Isso! Vai gostosa! – Dizia ele enquanto empurrava um dos seus dedos em mim.

— Continua… goza na boca dele! – Ela pirava me olhando enquanto começa a se tocar.
Chego ao ponto alto do meu prazer e acabo esguichando, molhando um pouco o couro do sofá, mas acredito que aquilo estava longe de ser um problema.
Assim que me recupero, me viro de costas pra ele em quatro apoios e imediatamente sinto a mão dele espalmar minha coxa. Um pouco mais forte do que eu esperava, mas na medida certa pra reativar meu tesão. Puxo ela de frente pra mim e agora é minha hora de se deliciar. Assim que abocanho ela seu rosto de mulher doce se transforma completamente! Ela entrelaça seus dedos em meus cabelos e começa a gemer a cada movimento da minha língua. Quando dou por mim, sinto o membro dele me invadir com força e suas mãos puxarem minha anca um pouco pra trás. Molhei rapidamente com o prazer que ele me dava e com o sabor do mel da sua esposa escorrendo pelos meus lábios, que era delicioso por sinal! Ela gemia baixinho, mas o tesão dela não era pouco! Dava pra ver em seu rosto a cada vez que ela mordia seus lábios de prazer. Empurro um pouco meus dedos dentro dela enquanto exploro seu clitóris com minha lingua. Ela expreme eles com força dentro de si enquanto grita:

— Ah! Continua delícia! Continua que eu vou gozar!
Aumento o ritmo dos dedos empurrando com mais força e logo sinto seu gozo gostoso em minha boca. Me lambuzei naquela deliciosa mulher sem deixar nenhuma gota escapar de mim e em seguida o marido dela disse:

— Agora se encaixa nela! Ela tá no ponto certo!
Segui seus conselhos e entrelacei nossas pernas me colocando por cima. Ao começar a esfregar nossas vulvas, vi que ele tinha toooooda razão! Seu corpo estava em êxtase e a cada movimento meu, os seus gemidos aumentavam gradativamente. Ela segura em meus seios e eu me deixo levar nas sensações também. Sinto o clitóris dela esfregando no meu, nossas vulvas encharcadas misturando nosso nosso gozo… nosso corpo suando de prazer e minha boca não controla mais o volume dos meus gemidos. Que mulher gostosa! Olho pro lado e vejo ele se tocando enquanto nos assiste e pergunto:

— Não quer se juntar a nós duas?
Ele responde:

— Estou mais junto de vocês do que você pode imaginar. Foque nela e o meu prazer estará garantido!
Segui mais uma vez sua sugestão e me abaixei para beijar a sua esposa. Nossos corpos entram num ritmo delicioso! Nossas mãos passeiam pelo corpo uma da outra nos arrancando sensações diferentes. Suas unhas passando de leve pelas minhas costas me arrepiam, seu beijo molhado e intenso me tira o fôlego! E o atrito de nossas vulvas cada vez mais intenso me fez chegar perto do ápice uma série de vezes. Ela começa a gozar e ver o prazer intenso estampado em seu rosto, me fez fechar os olhos e me deixar levar mais uma vez. Gritamos em um orgasmo mútuo e delicioso, que fez meu corpo trancar tamanha intensidade! Nossa respiração fica ofegante, o ritimo cardíaco é tão forte e acelerado que é possível sentí-lo em minhas extremidades. Abrimos os olhos e assim que nossos corpos retornam daquele incrível colapso de sensações, ela segura meu pescoço e nosso beijo mais calmo completa com maestria aquela sequência intensa de orgasmos, carícias e trocas de prazer.
Quando olhamos para o lado, vimos ele nos assistindo enquanto tragava um cigarro.

— Não trocaria esse momento por nenhuma outra transa que já tive.
Enquanto eu escutava aquilo surpresa, escuto ela dizer:

— Eu também não!
Olhei pra ela, sentindo um misto de lisonjeio e confusão ao mesmo tempo e disse:

— Foi muito gostoso e intenso! Mas o que leva a vocês dois dizerem isso?
Ele se levanta, serve uma taça de vinho, me entrega e diz:

— Essa é a primeira vez que ela entra em uma sintonia gostosa e intensa com outra mulher. Já tentamos outras vezes, mas ela não se sentiu a vontade e não curtiu direito. Você é deliciosa! E por mais que eu diga isso com conhecimento de causa, ver o jeito que você a olhava, a tocava, a desejava… me fez pirar! Eu gozei olhando vocês, confesso que apesar de estar muito tentado em entrar ali no meio, sou um voyer nato e não teria prazer mais intenso do que ver o orgasmo da minha mulher com outra pela primeira vez.
Eu me senti tão incrível com aquilo! Estava feliz de ter participado daquele momento tão importante para eles.
Tomamos mais algumas taças, conversamos um pouco e um tempo depois eu levantei e fui ao banheiro me arrumar para ir embora.

— É… sei que não é comum os clientes da Pérola trocarem nomes e contatos, mas seria do seu interesse?
Eu respiro fundo e por mais que eu quisesse muito dizer um grande sim, lembrei do porquê eu virei cliente dela…

— Olha, eu adorei vocês também. Mas por inquanto não. Vamos fazer o seguinte, se quiserem me encontrar novamente, falem com a Pérola. Certamente ela vai me passar e consiguiremos nos encontrar de novo. Eu também adorei sair com vocês!
Saio de lá e vou direto pra casa. Me atiro na cama, pois preciso urgente descansar! Por mais que o sono pesasse meus olhos, acabei me deixando levar pela sensação gostosa que aqueles dois deixaram em meu corpo e não vou negar que queria muito reviver aquilo tudo novamente um outro dia. Mas única vez que saí com alguém por mais de duas vezes foi no meu último namoro e assim que saí dele, prometi a mim mesma que nunca mais me apegaria a ninguém. Logo no dia seguinte eu descobri o trabalho da Pérola e nunca mais precisei me preocupar com isso, por tanto, melhor deixar tudo como está. Me rendo ao sono e adormeço poucos instantes depois.
Acordo assutada com meu telefone tocando… Meus Deus, o que o Pedro tá querendo a essa hora?

— Oi Pedro.

— Cadê você mulher?

— Como assim? Ainda são… gente do céu eu perdi a hora! Já estou indo! Obrigada por me ligar!
Levanto correndo, troco de roupa e voo pro hospital!

Os segredos de Nicole – Capítulo 3

    Acordo de manhã com a luz entrando pelo friso entre as cortinas e quero me matar por não ter fechado isso direito ontem. Confesso que apesar de mortinha, estou louca por uma xícara de café bem quente e não dá pra ser a minha. Preciso descobrir que droga aquela mulher do hospital coloca em nossos cafés. 

— Bom dia Nic! 

Tomei um baita susto com Pedro apertando a minha cintura de surpresa.

— Fala sério que você também não consegue tomar o seu próprio café?

— Pensei que fosse só comigo! kkkkk

Pegamos os nossos cafés mágicos e nos sentamos no banco na lateral do hospital para bebê-los com calma. O que é uma tarefa praticamente impossível para residentes de medicina. Entre um gole e outro, Pedro me conta um pouco sobre sua rotina com sua irmãzinha, a Aninha. Preciso conhecer essa pessoinha que parece ser uma bebê muito mais do que fofa, inteligente e especial. Ele fica todo carinhoso quando fala dela, sinceramente fico em dúvida em quem parece ser mais “cute-cute”.

— Nicole! Pedro! O que vocês estão fazendo aí fora? Tem várias ambulâncias a caminho! Parece que todos os pacientes do acidente de trem estão sendo encaminhados pra cá! Levantem essas bundas residentes daí e já pra área de trauma!

Eu e Pedro nos encaramos super frustrados, segurando ainda os nossos cafés quentinhos e cheios esperança de tranquilidade no fundo deles. 

— Será que ela faz alguma ideia de que chegamos meia hora mais cedo hoje? 

Eu olho pro Pedro e respondo:

— Você acha mesmo que isso importa pra Dafiny?

    Após estarmos irritados e devidamente equipados, a primeira ambulância chega e o paramédico fala:

— Mulher, 35 anos. Inconsciente após a queda…

Pedro imediatamente grita:

— Vivian! Meus Deus ela é minha irmã! Dafiny! Ela tem hipertensão e diabetes! É alérgica a dipirona. 

— Ótimo Pedro, agora se afasta e vai ver os outros pacientes, vamos cuidar bem da sua irmã. 

Pedro sai bastante preocupado da sala, mas sabemos que é o protocolo da emergência. 

Ficamos com os pacientes com ferimentos mais leves e que estavam conscientes, pois nosso chefe não estava por perto para nos orientar. Até que conseguimos dar conta das ambulâncias em pouco tempo e assim que direcionamos os nossos pacientes, corremos para ver como estava a irmã do Pedro.

—Dafiny, cadê minha irmã? Ela estava aqui no leito 3.

Dafiny encara ele e diz:

— Foi direcionada pra neuro. Parece que ela caiu devido ao choque e a alta carga elétrica pode ter afetado alguma coisa. Acho que não chegará a ser cirúrgico. Vou chamar a Doutora Amélia pra falar com você. E não se preocupem que vou avisar pro Doutor Paulo que vocês estão aqui. 

Agradecemos e ficamos no aguardo da médica.

—Doutor Pedro? 

—Sim, sou eu!

— Bom Pedro, eu sou a Doutora Amélia, chefe da neurologia. Bem, a sua irmã está estável, mas ainda não acordou. Batemos uma TC e pelos resultados eu estou um pouco preocupada. Parte dos acidentes com choque elétrico ocorrem com contato na cabeça, principalmente na parte superior dela. Quando a corrente elétrica passa através do cérebro, ou por parte dele, pode produzir efeitos diversos. Os mais comuns são: Inibição do cérebro, dessincronização de seus comandos, edema, isquemia, aquecimento e dilatação. Vamos ficar de olho. Estamos monitorando ela no CTI. Sei que pode ser difícil, mas vá trabalhar e no passar do dia, eu vou te dando notícias. Mas procure ficar calmo, talvez não aconteça nada disso. Até mais Doutor Pedro!

Pedro estava pálido e basicamente sem reação. Coloquei ele sentado, dei um copo de água pra ele e disse:

— Calma Pedro, sua irmã vai ficar bem! Ela está em boas mãos. A Doutora Amélia é a chefe do setor e está cuidando pessoalmente dela. 

Pedro deixa uma lágrima escapar e diz:

— Vou ligar pro meu cunhado. E você corre lá pra sala dos residentes, que apesar da Dafiny dizer que vai falar com o chefe, é bom você estar lá. 

— Tem certeza? 

— Tenho sim, obrigado amiga.

   Passo pela sala dos residentes e vejo que ela está vazia. Vou então direto para a sala do chefe e o encontro lá.

— Bom dia Doutor Paulo. Eu estava ajudando o Pedro por conta da irmã dele…

Ele me interrompe e diz:

— Sim sim, a Dafiny me contou. Bem, separei aqui suas funções e a do Pedro, pegue aqui e vão pra ala pediátrica hoje. Doutor Alex deve estar esperando vocês.

Catei Pedro na emergência e nos direcionamos para a pediatria.

    Nem preciso dizer que esse foi um plantão extremamente fofo! Mas também um tanto quanto dolorido. Aprender medicina interna é difícil, mas ver bebês recém nascidos precisando de uma cirurgia no coração com menos de 48 horas de vida é muito pior! Tem vezes que fazendo um tipo de especialidade, acabamos esbarrando em outra e mudamos o rumo de tudo, mas se tem alguma que eu não conseguiria é a cirurgia pediátrica. 

    Passadas algumas horas, doutora Amélia procurou o Pedro e disse que a irmã dele havia acordado, graças a Deus sem sequelas. Pedro foi vê-la e logo depois me encontrou no refeitório. 

— Como ela está?

— Olha, bem até demais! Já estava até me dando bronca! Foi um susto e tanto, mas só um susto. Cara estou morrendo de fome e o seu macarrão me parece uma boa opção. 

— Corre lá que metade do hospital compartilha da sua opinião.

No intervalo entre uma garfada e outra, meu celular vibrou com a mensagem: “Casal procura mulher que não tenha tabus ou preconceitos. Sem exigências. Encontro na casa deles. Amanhã as 22h” Respiro fundo e respondo: “Topo, mas quero o contato deles.” Em seguida ela escreve: “Você sabe perfeitamente que eu não faço isso!” Respondo: “Me diz como que eu vou confiar de ir na casa deles? Sem antes nem conversar! Não sou garota de programa!” Em seguida recebo uma ligação:

— Alô?

— Afrouxando é dona Nicole?

— Talvez…

— Você sabe que todo mundo que entra nesse esquema é analisado e aprovado por mim pessoalmente antes. E o maior propósito é que vocês não tenham NENHUM vínculo ou contato. A não ser depois de se conhecerem, mas nunca ninguém quis repeteco. Não passo números! Não perco meu tempo e nem o tempo dos meus clientes. Não vou fazer com eles o que eu não faria com você. E essa é a última vez que te explico isso senhorita Nicole!

—Ok. Desculpe Pérola. Hoje foi um dia difícil. 

— Te passo o endereço por mensagem. Beijos.

Pedro se aproxima bem no final da ligação.

— Contatinhos?

— Pode se dizer que sim. Bem, vou lá que Doutor Alex precisa que a gente monitore aquele bebê no pós operatório. Come tudo!

— Tá né!

    Entro no CTI Pediátrico e o monitor do bebê começa a disparar!

— Rápido! Vai chamar o Doutor Alex! 

Enquanto isso administro a medicação intravenosa nele, mas mesmo assim não vejo efeito. Começo as compressões e em seguida o Doutor Alex chega.

— Já administrou a medicação?

—Sim!

— Então se afasta.

Ele vira o bebê de lado e em alguns segundos o batimento dele regulariza e a saturação melhora.

— Muitas vezes esses pequenos respondem melhor apenas com pequenas mudanças. Vou refazer os exames e ver exatamente o que aconteceu por aqui.

Auxilio em todo o processo. É lindo de ver o cuidado que o Alex tem com seus pequenos heróis. Procedimentos que seriam feitos por enfermeiras, ele fez questão em fazer pessoalmente. E para sorte desse pequenino serzinho, hoje ele estava em excelentes mãos que fizeram o ritmo do seu coraçãozinho se estabilizar. 

    Saio daquele plantão me sentindo bem, feliz e inspirada. Vou pra casa, tomo um banho e vou dormir, pois sei que minha noite vai ser agitada…

— Boa noite!

— Olá, boa noite!

— Entre querida, seja bem vinda.

Estava encantada com a simpatia que fui recebida na casa deles. O casal era jovem, eles eram bem ricos pelo visto. Tinham uma casa grande e muito bem decorada. Como de costume, me ofereceram uma bebida. Não costumo beber nesses encontros, mas dessa vez me senti a vontade para tomar uma taça de vinho com eles. Ele era alto, moreno, olhos verdes e malhado. Ela era ruiva, mais baixa, olhos castanhos e uma boca um tanto quanto convidativa. Em pouco tempo já estávamos entrosados, tendo uma conversa leve, descontraída e gostosa, até que a esposa se aproxima de mim mudando completamente de assunto e diz:

— Não aguento mais me segurar, você é linda e eu tô louca pra te beijar!

— Sua boca é uma verdadeira tentação também…

Ela me puxa pelo pescoço e nosso beijo se encaixa deliciosamente. Sua pose de boa moça vai se desfazendo conforme as suas mãos descem e vão explorando meu corpo. O perfume do seu cabelo me embriaga assim como o doce do gloss da sua boca. Ela desliza sua mão nas minhas coxas indo pra baixo do meu vestido enquanto o seu marido apoia a taça de vinho na mesa e vem andando em nossa direção enquanto arranca sua camisa…

Os segredos de Nicole – capítulo 2

    Acordo com o despertador do meu celular sem acreditar que o sol já deu as caras. Corro pro banheiro e tomo uma ducha rápida, mas na hora de me secar percebo alguns hematomas bem aparentes em meu braço e uma marca no pescoço. Aí céus! Esse cara ontem perdeu a mão! Pra quê eu fui aceitar trocar um pouco os papéis? Bem, o jeito é correr atrás de uma base e tudo vai ficar bem.
    Chego no hospital e corro logo pro vestiário. Guardo minhas coisas e pego meu uniforme, preciso me trocar antes que alguém chegue e veja essas marcas. Pra minha sorte, consigo terminar de vestir o jaleco e em seguida sou chamada por Pedro:
— Nicole! O pessoal está lá na emergência. Parece que tem algumas ambulâncias chegando! Corre!
Corro com ele pra lá e enquanto colocávamos as luvas e máscaras, recebíamos as instruções apressadas do doutor Paulo que já andava em direção as portas principais da emergência:
— Bem pessoal, as aulas começam literalmente agora! Vocês precisam aprender a trabalhar sobre estresse e pressão, mas não encarem isso como pedidos debochados de relatórios em um escritório, se tratam das vidas dessas pessoas que estão chegando! Acalmem por um primeiro momento os parentes que chegarem junto, mas direcionem eles para alguém da enfermeira. As ambulâncias devem chegar nos próximos 2 minutos, então foco, raciocínio rápido e não se esqueçam, vocês estão aqui pra salvar vidas! Bora lá!
Assim que nos aproximamos das portas as ambulâncias encostam e o doutor Paulo vai direcionando os pacientes para os residentes e também para alguns enfermeiros, vistos que alguns eram apenas pequenos ferimentos. Em uma questão de minutos a emergência ficou um verdadeiro caos! E eu espero que consigamos dar conta de tantos pacientes. Olho pro lado e o paramédico arrasta a maca em minha direção dizendo:
— Homem, 52 anos, hipertenso. Encontramos ele desmaiado no local depois de ser atirado pela janela do ônibus. Alguns ferimentos no braço, mas está com muita dificuldade de respirar!
Ele deixa o paciente no leito, se despede e vai embora. Eu olho a situação daquele homem e entro em pânico! As informações passadas pra mim quase que desapareceram no momento em que eu vi o estado crítico do meu paciente coberto de sangue. Respiro fundo e rapidamente pego meu estetoscópio para escutar sua respiração… a coisa só piorava! Olho o monitor e a pressão dele estava nas alturas! Gente, a qualquer momento este homem entra em colapso e morre! Mas não… Não no meu plantão!
Conseguimos estabilizar o paciente, segui corretamente todas as etapas, conferi os exames… tudo normalizado! Bem, com este paciente né… olho pra trás e com a emergência cheia daquele jeito, corri pra ajudar mais pessoas.
— Bom dia Dafiny, quais pacientes estão precisando de atendimento?
Ela me olha com uma pilha de pastas nas mãos e diz:
—Como é seu segundo dia e você conseguiu estabilizar aquele paciente, pegue os leitos 6, 7 e 8 que estão apenas com problemas mais leves. Depois volta aqui assim que terminar.
Não perdi tempo, peguei as fichas, atendi os pacientes e em menos de 15 minutos eu já estava de volta. Dafyni me olhou e disse:
—Boa menina, te quero na minha emergência durante o meu plantão hein! Corre ali no leito 2 pra auxiliar sua amiguinha que não consegue nem receitar um antibiótico direito.
Pensei comigo: depois de ganhar esse elogio da Dafiny, acho que nunca mais eu ganho na loteria! Quando me aproximo do leito, vejo que se tratava de uma paciente gestante. Muito provavelmente por isso que a Cíntia estava demorando.
— Oi Cíntia, precisa de ajuda?
Cíntia revira os olhos ao ouvir minha voz e diz:
— Tá se achando né? Só porque deu sorte e pegou pacientes relativamente simples, não precisa vir aqui cantar a vitória. Não quero sua ajuda! Está tudo bem por aqui!
Senhor! Que bicho mordeu ela?
— Credo Cíntia! Dormiu mal essa noite hein! Só estava querendo ajudar e já que você não precisa, vou ver se o Pedro quer.
Quando me viro pra procurar ele, uma enfermeira grita:
— Doutora Nicole! Ela está convulsionando!
Corro pra lá, vejo a paciente e já ordeno que a enfermeira administre a medicação. Em poucos segundos ela para, os batimentos regularizam e a paciente estabiliza. Ufa! Que segundo dia! E olha que ainda nem se passaram uma hora.
Depois de uma manhã um tanto quando agitada. Faço uma pausa pra um café. No caminho cruzo com Pedro que me acompanha no pedido. Sentamos um pouco e ele diz:
— E aí? Curtiu a emergência?
Olho pra ele com toda a calma do mundo e digo:
— Curti e muito! Acho que muito provavelmente essa vai ser minha praia. Até a Dafiny falou que me quer lá no plantão dela!
Ele me olha espantado e diz:
— E você acendeu a vela pra que santo? Pra isso poder acontecer, só encontro essa resposta!
Quase cuspo o café com os risos e digo:
— Nenhum seu louco! Nem acredito nessas coisas!
Ele reponde:
— Ah… mentira! Não acredito que você é do tipo que não acredita em Deus, só crê na ciência e blá blá blá…
Dou outra risada, sacudo a cabeça e digo.
— Acredito nele sim e na ciência com certeza! Só no blá blá blá que não! Bem, vamos embora que preciso comprar logo outro café!
Ele fica confuso…
—Mas você acabou de beber esse!
Entro na fila novamente dizendo:
— Você acha mesmo que depois dessa a Dafiny não tá esperando meu café?
Passamos o dia relativamente tranquilos. Eu e Pedro até que fazemos uma bela dupla! Desvendamos alguns casos laboratoriais juntos, fizemos as visitas dos pacientes internados e ainda por cima rimos um pouco das enfermeiras dando em cima do chefe às escondidas. Ele carrega uma senhora aliança naquele anelar dele, mas alguma coisa me diz que aquelas enfermeiras não estão ali só perdendo tempo e saliva. Bem, tentativas a parte, hoje dei o meu primeiro flagra num casal… o chefe da pediatria estava aos beijos com a secretária do RH dentro do depósito de medicamentos. Não consigo entender que fetiche é esse em transar em locais proibidos! Bem… sei bem que no mundo do prazer tudo é possível, mas sinceramente eu não vejo a menor graça nessa vibe.
Meu chefe reúne a equipe um pouco antes de acabar nosso plantão e diz:
— Muito bom o dia de hoje! Trabalharam bem! Tenho que dizer que a partir da semana que vem, irei começar a fazer as escalas dos plantões. Vocês não irão mais se ver todos os dias e essa moleza de dormir todos os dias vai acabar! Só estão pegando esses horários leves porque eu quis antecipar a vinda de vocês pra saber aonde eu quero que cada um fique. Boa noite pra vocês, vão pela sombra!
Plantão acabado e dessa vez eu topei o convite para ir beber no tal barzinho. Nada de álcool pra mim, mas até que passar mais um tempo com o Pedro fora do hospital me pareceu uma boa.
Pela graça dos céus, a Cíntia pegou a moto e passou reto pelo bar.
— Boa noite querida, me vê uma cerveja!
Eu apoio minha bolsa e digo:
— Um refri por favor! Pode ser uma Coca.
Pedro me encarou e disse:
— É sério isso? Coca pós expediente?
Afirmo com a cabeça enquanto eu pego meu telefone vibrando com a seguinte mensagem: “Mulher, 45 anos. Procura sexo com outra mulher em local proibido. Topa?” Encaro aquilo como uma gracinha do destino e dessa vez eu respondo: “Não, passo.”
— Bem, escolhi a Coca, pois achei que ia precisar ficar mais tempo acordada essa noite. Mas pelo o que eu acabei de ver já já vou pra casa dormir!
Pedro indaga:
— Vai me dizer que levou um fora?
Dou um gole na minha Coca e respondo:
— Não, eu que dei! Bem estou louca por um hambúrguer, quer também?
Ele estica a mão pro garçom e diz:
— 2 Burguer’s de picanha por favor!
Cruzei os braços e disse:
— Obrigada pela gentileza, mas eu pensei em a gente escolher junto!
Seu ar de deboche me deixa desnorteada:
— Desculpa “Senhorita eu dou o fora nos caras” não sabia que o coitado do Burguer picanha também não iria agradar a sua noite!
Dei um tapa no braço dele enquanto os risos já nos tomavam… bem, já vi que aqui começa o início de uma gostosa amizade, e eu estou adorando isso!

Os segredos de Nicole – Capítulo 1

—Estamos perdendo ela! Preparar carrinho de parada!

—Chefe ela assinou a ordem de não ressuscitar!

—Nós estamos falando da Kelly! Você vai mesmo perder tempo com isso? Carrega em 100… Afasta!

—Nada chefe!

—Kelly vamos lá… não desista! Carrega em 200!!! Afasta!

O aperelho não capta nenhum batimento sequer… Com os olhos cheios de lágrimas e absolutamente descrente do que estava acontecendo o chefe diz:

—Hora da morte: 06:46.

Não eram nem 7 da manhã e eu acabava de ver um óbito no meu primeiro dia de residência. Isso é que eu chamo de começar com o pé esquerdo! Ah… já ia esquecendo de dizer: Meu nome é Nicole Lopes e sou a nova residente de cirurgia do Hospital São Rafael.
    Mesmo estando em choque com aquela cena, sigo a instrução da recepcionista do hospital que pede para que eu e aguarde no corredor em frente ao vestiário. Chegando lá dou de cara com mais cinco residentes e junto comigo chega o chefe da cirurgia.
— Olá a todos, eu sou o Doutor Paulo, chefe da cirurgia. Quando eu mencionar seus nomes, por favor levante a mão… Lucas, Nathália, Patrícia, Breno, Nicole, Cíntia e Pedro.
Olho ao redor e pelo visto o tal Pedro não estava presente, até que sou literalmente atropelada por ele.
— Opa! Desculpa! Sou o Pedro Alves, desculpe meu atraso!
O Doutor Paulo o encara e diz:
— Bem, pegue sua carona com a mamãe mais cedo rapaz! Chegar com 10 minutos de antecedência no meu plantão já é considerado atraso se você não me trouxer um café!
Ele engole seco e diz:
— Desculpe senhor! Não irá se repetir!
Ele assente com a cabeça e diz:
— Sigam-me que vou mostrar pra vocês o departamento e em seguida o restante do hospital. É bom pegarem aquele famoso bloquinho de anotações visto que esse hospital é imenso e na hora que houver um código azul na ala leste, vocês não terão lá muito tempo de pedir informações.
    Depois de preencher umas cinco folhas do meu bloco de anotações, eu e meus colegas residentes fomos levados ao pior lugar do hospital… o necrotério! Mesmo tendo dedicado 5 anos da minha vida a medicina, eu ainda me arrepio quando o assunto é a morte. Mas a função da minha profissão é justamente fazer o possível para que a morte não ocorra, então acho que ainda tenho chances de sair daqui uma boa médica, ou melhor ainda, não sair daqui! Em cima de uma das mesas estava o corpo da mulher que eu vi falecer na recepção, e no segundo em que o doutor Paulo a encarou ali em cima, ele não conseguiu conter as lágrimas…
— Não acredito! Eu nem sequer fui comunicado!
Ele cobre o rosto com as mãos e  seguida a Nathália pergunta:
— Nossa doutor… tem alguma coisa que possamos fazer pelo senhor? Quer que chamemos alguém?
Ele sinaliza que “não” com mão, seca as lágrimas e a medida do possível se recompõe dizendo:
— Kelly era uma das enfermeiras do hospital, muito querida por todos os membros da equipe e principalmente pelos seus pacientes. Estava em remissão do câncer, mas pelo visto seu pulmão não aguentou. Infelizmente essa é uma parte cruel da nossa profissão. As vezes mesmo com todos os recursos nós perdemos pacientes. E nesse caso, eu perdi uma grande amiga! Bem… vamos lá agora para o departamento de enfermagem onde vou apresentar pra vocês a segunda chefe de vocês! Se duvidar ela é até minha chefe também!
    Chegando na enfermagem, damos de cara com a chefe da enfermagem. Seu nome é Dafiny e só de ouvir suas primeiras palavras eu já entendi por qual motivo o doutor Paulo se referiu a ela como chefe dele…
— Bom dia coisa nenhuma pra vocês! A partir de hoje a vida de vocês vai virar um verdadeiro inferno! Eu não sei por qual motivo escolheram essa loucura de profissão e muito menos porque insitiram nessa ideia idiota, mas já que chegaram até aqui, saibam que o mais próximo de uma amizade que terão na vida de vocês são seus colegas residentes, que na verdade são seus concorrentes oficiais de profissão! Eu jamais serei amiga de vocês, visto que terei que chamar a atenção de vocês, do chefe de vocês, do chefe do chefe de vocês e até mesmo da mãe de vocês! Residentes novos só fazem besteira! E saibam que quando isso acontecer, eu estarei bem aqui de olho em vocês e pronta pra pegar o bisturi da mão de vocês a arrancar seus lindos dedos como recompensa por ter que aturar as vossas idiotices! Toda a minha equipe de enfermeiros me odeia, mas trazem chocolate e biscoitos pra mim todos os dias na tentativa de deixar o dia deles mais leve, por tanto saibam que eu amo café cremoso e chá gelado. Não errem, não sejam pegos dormindo por mim, engulam a comida depressa e fiquem de olho nos celulares, pois eu amo denunciar vocês para o RH! Sejam muito bem vindos! A propósito, meu nome é Dafiny! Mas podem me chamar de deusa da enfermagem!
O silêncio reinou completamente entre nós! O doutor Paulo a abraçou e disse:
— A cada ano o seu discurso de apresentação fica mais interessante! Esse ano você foi boazinha com eles! Na minha época não tive a dica do chá gelado e do café cremoso!
Ela puxou a orelha dele e respondeu:
— É que eu tava cansada de receber aqueles descafeinados terríveis! As embalagens dos cafés são todas iguais então eu acabava provando.
Ela pega duas pilhas de fichas e coloca sobre a bancada dizendo:
— Aqui estão seus pacientes de pré e pós operatórios. Se eu fosse você começaria com o senhor Luiz do leito 5, pois ele não para de infernizar as minhas enfermeiras com suas dúvidas incontáveis sobre os antibióticos intravenosos! Ludmila do leito 2 teve duas paradas cardíacas na sua ausência, mas está estável agora. E o insuportável Enzo já ligou umas 500 vezes pra cá querendo falar sobre a dor no quadril dele e insiste que só o senhor pode atendê-lo! Bem, vou lá que ainda não tomei o meu segundo café da manhã. Dá um beijo na boca da Iza!
Assim que ela sai doutor Paulo pega as fichas, separa 3 nas mãos dele e as outras ele joga nas mãos do Pedro dizendo:
— Presentinho pelos seus minutos de atraso! Carrega aí meu chapa!
Fomos andando em direção aos pacientes enquanto ele dizia:
— Agora vamos ao que realmente importa: os pacientes! Eles são o verdadeiro motivo pelo qual acordarmos todos os dias de manhã para viver em perfeita paz e harmonia com a Dafiny! Não vou nem perguntar o que acharam dela, pois é óbvio que ela é um verdadeiro amor de pessoa.
    Chegamos em frente ao primeiro paciente. E calmamente doutor Paulo examinou e sanou todas as dúvidas do senhor Luiz. Em seguida fomos vendo ficha a ficha e auxiliando ele em pequenos procedimentos, medicações e exames. Doutor Paulo era um profissional incrível! Era muito bonito de ver sua dedicação com seus pacientes, a gentileza que tratava todo mundo e até mesmo a forma que ele nos ensinava. Estava bem atenta aos detalhes, anotava tudo e ficava a cada segundo mais apaixonada por essa profissão!
Me sentia muito feliz com o meu presente e super ansiosa com o meu futuro! Apesar de estar me pelando de medo da “deusa da enfermagem” acho que estou no lugar certo.
    Após esse primeiro dia um tanto quanto cheio, tiro meu jaleco, o coloco em meu armário e pego a minha bolsa. Assim que a abro, meu celular vibra e vejo que é ela… “Algemas, chicote, espartilho e dominação! Procuro jovem bonita, experiente que queira me dominar por completo! Custos por minha conta!” Assim que leio a mensagem, saio do meu estado comum e já imagino a cena formada em minha cabeça. Clico em “responder”: “Topo! Já estou saindo do plantão. Passo em casa tomo um banho e pego as coisas. Aguardo o endereço.” Guardo o celular dentro da bolsa e tomo um susto com a Cíntia entrando no vestiário.
— Oi Nicole! Grande dia né? Olha, eu e o resto do pessoal vamos num barzinho aqui perto para comemorar o primeiro dia. Quer ir com a gente?
Eu respiro fundo e respondo:
— Ah, obrigada. Mas eu tô moída e meu corpo está pedindo cama! Talvez na próxima eu vá. Tchau!
Ela faz uma carinha de triste e diz:
— Tá ok. Eu aviso ao pessoal. Bom descanso!
— Obrigada! Divirtam-se!
    Depois de pegar o ônibus, eu desço em casa, corro pro meu quarto arrancando minha roupa e me atiro no chuveiro. A água renova minhas energias! E é debaixo dela que eu faço minha transição pessoal acontecer… junto da água que desce pelos pés a médica cansada adormece e o frescor da água que toca meu rosto desperta a dominatrix solicitada naquela mensagem. Me enrolo na toalha, saio do banho e abro o meu armário. Vou até a última gaveta e ao abrir vejo as minha roupas de couro e entro de cabeça nessa minha realidade paralela… meu mundo secreto de dor e prazer!

LANÇAMENTO!

OS SEGREDOS DE NICOLE

Sinopse:

Nicole é uma residente em seu primeiro ano na área médica.
Ela aparenta a típica menina nerd tímida, sempre calada e super focada em seu trabalho. O que ninguém imagina é que apesar disso, em suas folgas Nicole vive experiências eróticas um tanto incomuns que mantém em segredo!
Mas por conta de um encontro inesperado, ela teme que esses segredos já não estejam mais tão bem guardados assim…

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Do palco para os meus braços

    Me sentei na cadeira do bar e pedi minha dose de vodca habitual. Ao segurar o cardápio, notei que as luzes escureceram, pelo visto o show vai começar… deixo o cardápio de lado e volto meus olhos para o palco. Dessa vez a iluminação, a música e a atmosfera estavam diferentes. Havia uma cadeira e não estava reconhecendo as curvas desta dançarina misteriosa que escondia o rosto atrás de uma máscara preta que a deixava bem sensual. Ela vestia um espartilho de renda, saltos vermelhos e meia rastão. Fazia movimentos leves com o corpo usando a cadeira como apoio. Seus quadris se moviam conforme o ritmo lento e sensual da música de fundo que parecia um blues. Aquela mulher era hipnotizante de olhar… Peço mais uma dose da vodca e pergunto ao garçom o nome da nova dançarina da casa, ele me diz que não sabia da nova contratação, mas que traria informações pra mim. Meus olhos acompanhavam suas curvas, seu mistério, seus movimentos e as mãos que deslizavam sobre seu corpo me fazendo desejar que elas fossem minhas. Ela se senta na cadeira de costas e solta seus cabelos longos e ruivos como fogo me fazendo inflamar ainda mais o meu desejo por ela. A música dá uma pausa drástica e as luzes novamente se apagam deixando a curiosidade espalhada dentre todos os espectadores. Ao ascender das luzes ela aparece moldada em uma lingerie vermelha diferente da anterior e finalmente seu lindo rosto é revelado ao arrancar de sua máscara. Sua beleza estonteante vibrava através de seus olhos azuis marcados por uma maquiagem forte deixando-a irresistível! A música muda trazendo uma atmosfera atual e ainda mais sexy. Ela estala seus saltos e direção a beirada do palco arrastando a cadeira com ela. Se senta na cadeira de costas novamente e começa uma coreografia bem ensaiada e linda de se olhar. A cada músculo do corpo dela que se move me faz imaginar sua performance na cama, em meus braços… não que eu queira resistir, mas nem que eu tentasse seria possível negar a mim os meus desejos.

    O show acaba repleto de aplausos fazendo ela deixar escapar um delicioso sorriso no canto de sua boca. Ela sai do palco, as cortinas se fecham, a luz e o som ambiente retornam deixando em mim a necessidade corrosiva de conhecer aquela bela mulher. O garçom retorna trazendo outra dose e a informação prometida:

– O nome dela é Lavínia, veio a convite da proprietária da boate. Ela é um verdadeiro mistério, não se sabe muito sobre ela. Chegou a pouco na cidade.

Aquela informação me deixou ainda mais curioso. Solicito então a vinda de Lavínia a minha mesa para um drink e espero sua resposta ao meu convite.

    Depois de algumas doses da minha vodca, uns petiscos e alguns momentos achando que ela não viria, ela aparece e vem em minha direção totalmente diferente. Estava com seu corpo envolto em um sobretudo preto, com seu cabelo semi preso e parecia um tanto quanto séria. Ela chega perto e diz:

– Prazer, meu nome é Lavínia, o Pedro me disse que o senhor me fez um convite para um drink e aqui estou. Muito prazer…

Lhe ajudo a sentar e me atrevo a beijar sua mão. Ela me responde com um sorriso e me diz que aceita um Dry-martine. Enquanto esperamos a sua bebida, ela me diz rapidamente que prefere não ser vista aqui pelo salão, para evitar que os outros clientes a reconheçam e pensem que ela está fazendo algum tipo de “serviço” coisa que ela nunca faz, então ela me convida a irmos degustar nossas bebidas em seu camarim. Eu aceito a proposta de imediato e peço ao garçom que leve o seu Dry-martine e uma dose de whisky para lá.

    Entramos lá e dentre tantos figurinos e maquiagens, conseguimos um espaço para conversar. As bebidas chegam e logo digo que a achei lindíssima e fiquei hipnotizado com a sua performance no palco. Ela meche a azeitona no fundo do drink, coloca em sua boca e logo em seguida dá um gole na taça sem me responder nada. Eu fico intrigado com aquela reação, mas ao mesmo tempo aproveito o silêncio para observar os belos detalhes do seu rosto e provo um pouco do meu whisky. Ela se levanta, se aproxima de mim e diz:

– Um belo homem como você, sozinho em um bar de stripers, bebendo vodca e acendendo charutos… Não é do tipo que paga pra ter alguém. Pois se não iria diretamente em uma casa com garotas de programa. Percebo em seu olhar e gestos que a sedução é a sua praia… gosto de homens como você! E sinceramente não teria te convidado para vir aqui se não estivesse com o mesmo interesse que você…

Ela termina seu drink, apoia a taça na sua bancada de maquiagem, coloca uma música em seu celular e começa pra mim um belo show privado… ela puxa o laço do seu sobretudo e ele escorrega pelo seu corpo rapidamente, ela puxa uma cadeira e começa a dançar de forma muito parecida a dança anterior pra mim, mas desta vez ela fica apenas de frente. Olho no olho! Seu corpo todo se movia, mas ela não tirava os olhos dos meus… era enlouquecedor! Hipnotizante e muito excitante! Ela se levanta e por um minuto fica de costas para me mostrar que vai abrir o fecho do seu sutiã. Ver aquele lindo desenho de suas costas nuas me faziam querer levantar dali imediatamente pra possuí-la. Mas como bom apreciador de um espetáculo daqueles, não cometeria esta gafe. Ela desliza a calcinha pelas suas coxas enquanto rebola no ritmo da música e assim que ela cai ao chão, Lavínia vira de frente completamente nua e anda em minha direção. Já estava completamente excitado! Ela se senta em meu colo e começamos a nos beijar. Seus lábios tinham o sabor forte do álcool do Martine misturado ao doce do seu batom. Ela tinha o cheiro da luxúria em sua pele! Sua performance de sedução era absolutamente sofisticada! Mesmo estando nua em meu colo, eu sentia a necessidade de tocá-la com ponderação e cuidado… nos lugares certos, para provocar as sensações certas. Linda, sedutora e sensual como nenhuma outra mulher que eu tenha visto e muito menos estado na cama, Lavínia estava desafiando meus instintos enquanto me beijava e passava suas mãos em meu corpo num misto de dança e provocação. Ela abre os botões da minha camisa me olhando nos olhos de novo e em seguida desce suas mãos pra abrir meu zíper… descubro o céu das sensações no momento em que ela se senta em meu colo novamente encaixando meu corpo dentro do seu. Ela fervia por dentro! Começou a mexer seus quadris devagar, mas aproveitando o prazer que ela nos proporcionava. Segurei ela pela cintura e entrelacei meus dedos em seus cabelos dando a firmeza que e a pressão que eu queria. Ela começa a deixar escapar alguns gemidos e por mais que ela quisesse comandar, seu corpo e meu instinto já estavam falando mais alto. Eu a levanto, a viro de costas e começo a beijar seu pescoço enquanto eu esfrego sua vulva já encharcada por conta da excitação. Meus dedos deslizam dentro dela fazendo-a gemer mais alto e me pedir pra fazer ela gozar… acelero o movimentos dos dedos e em pouco tempo ela os espreme dentro de si jorrando seu gozo em minha mão. Eu não resisto e estou determinado a provar o seu sabor… ela apoia seus joelhos na cadeira e eu começo a me deliciar em sua vulva. Seu mel era doce como seus lábios e isso me fazia desejar que ela despejasse direto na minha boca. Passei minha língua por toda sua vulva e em seguida comecei a sugá-la. Ela se contorcia de prazer e em pouco tempo eu tive a minha dose procurada. Me levantei e sem pensar duas vezes a possui com vontade! Sentia seu corpo quente latejar por dentro apertando meu membro a cada vez que ela gozava. Ela queria mais! E com mais força! E mais rápido! Fui um verdadeiro servo dos seus desejos fazendo tudo exatamente como ela queria, pois no fim das contas eu queria fazer da mesma forma. Sem desencaixar nossos corpos, ela suspende o seu e me dá a oportunidade de sentir a aquele corpo delicioso colado no meu enquanto nós dois enlouquecíamos de prazer. Seguro seus seios firmes em minhas mãos e lhe proporciono um prazer a mais apertando os bicos. Ela grita! Se contorce e começa a jorrar… Eu tento ao máximo me controlar para não me render ao orgasmo junto com ela. Ela me empurra na cadeira e se encaixa por cima de mim novamente. Ela mesmo empurra seus seios em minha boca e eu me delicio neles fazendo ela apertar meu membro dentro de si de novo. Ela vai acelerando e ninguém mais podia parar o delicioso “vai e vem” dos seus quadris… Me rendo ao orgasmo que toma conta do corpo como se fosse a minha única opção de estado…

    Ao se recompor e cobrir seu corpo com aquele sobretudo, ela recupera novamente aquela postura inicial da mulher que controla… Começa a desconversar um pouco, retocar a maquiagem e educadamente ela se despede e me pede para que eu deixe o camarim. Eu a encaro, me visto, a seguro pelo pescoço e lhe roubo um beijo intenso! A olho nos olhos e digo:

– Pode subir no salto como quiser… mas nós dois sabemos que eles vão estar jogados no chão do meu quarto no fim dessa noite…

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